Não me dê amor, me dê felicidade

naomede

Infelizmente, quem chegar agora, vai ter que ser mais do que as outras pessoas já foram e ao mesmo tempo, menos. Explico: decidi que eu não quero amor agora. É que o amor, inevitavelmente, faz sofrer. Já a felicidade é simples, redundantemente feliz e, além disso, transborda.

Sei que é difícil achar o que estou procurando, porque é muito difícil alguém te dar só felicidades. É que as pessoas têm seus problemas, suas dores e seus demônios internos para lidar, são pesos que não consigo carregar no momento.

Talvez por isso, hoje eu procure mais momentos de felicidade do que de amor. É que o amor é exigente demais, cansativo e até me apaixonar por alguém, que se apaixone por mim e entenda que o meu amor é de um jeito e o dela é de outro…ah, já cansei. Se alguém quiser entrar, a porta está sem chave e eu estou de braços abertos, mas que traga a felicidade junto.

Que venha alguém que me traga momentos bons, palavras sinceras, risos longos e um pouquinho de pieguice (de frieza, chega o inverno). Pode parecer um pouco exigente, mas na verdade, é simplicidade o que estou pedindo. Não me dê amor não, quem sabe uma amizade forte e duradoura? Quem sabe uma parceria para um filme nos finais de semana e um café nas quartas?

Vamos parar com esse papo de amor só desta vez? Vamos focar no carinho, nas piadas, na preocupação do dia-a-dia com o outro, sem muitas pretensões.  Entende o que eu quero dizer? Vamos ficar só com os bons momentos, até onde der, depois a gente resolve como dança a dança.

Vai que felicidade não seja um “te amo” – que nos obrigue a responder com o mesmo peso – mas um “tô louca pra te contar o que me aconteceu hoje”, ou quem sabe um “estou precisando um abraço, me dá?” seja mais gostoso de ouvir do que um “Porque você não me ligou hoje?”. Percebe? O amor, em algum momento, se torna obrigatoriedade.

É isso! O amor, às vezes, se torna obrigatório, pesado, e hoje eu sou uma nuvem no meio do céu: livre, leve e solto. De cobranças, chega as contas que tenho que pagar todo dia 05 de cada mês. Quero poder olhar para os lados sempre que eu quiser ver o mundo. Não quero alguém que me limite, que me diga que eu não posso ver ou que tente fechar meus olhos, mas alguém que me mostre às belezas deste mundo, que acrescente sempre.

Vai que de felicidade em felicidade, a gente vai brincando de ser feliz juntos. Vai que esta seja a fórmula certa, da gente se preocupar mais com os momentos de alegria do que com as obrigações. Talvez é desse jeito que o amor nasce, e assim ele se conserva. Vai ver a empatia une mais do que declarações. Quando vê, a felicidade vicia.

E assim, percebo o quanto sou bobo, estava falando de amor o tempo todo, mesmo sem querer. É que o amor é aquela música boa que a gente sempre quer ouvir de novo. Acho que me precipitei – tolice minha – como não ia querer amor? Quero sim, só que agora mudei a ordem. Me dê amor, muito amor, mas antes disso tudo, me dê felicidade.

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27 comentários em “Não me dê amor, me dê felicidade”

  1. Já pensei assim, que antes precisava ser feliz sozinha para depois amar e entrar em um relacionamento. Porém, o amor acontece na hora que menos esperamos. E acho tão bom o ato de amar e ser amado *o*

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  2. Concordo com você rs
    As vezes a pessoa acha que pq você não tem namorado etc… Não é feliz!
    Realmente, não me de amor, me dê felicidade! Que é bem mais importante

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  3. Adorei o texto, principalmente o final… Acredito muito que o amor e a felicidade andam lado a lado: não existe amor onde não existe felicidade. E as cobranças que tornam obrigatoriedade não me parecem muito com amor também.
    Beijos!

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  4. Concordo com toda certeza. Só o amor não faz o outro gostar de estar ao lado, tem que ter mais, mais carinho, mais intimidade, mais harmonia, mais momentos de descontração, mais alegria. Ser feliz sozinho é maravilhoso, mas ser feliz em companhia é melhor ainda ♥

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