Não nos perdem em um dia, nos perdem ao longo do tempo

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O amor é um termômetro diário. Todos os dias ele aumenta ou diminui, sim, todos os dias. Se você não está aumentando esse amor, pode ter certeza que o está diminuindo. Claro que existem muitos fatores envolvidos nisso.

Há casais que estão juntos há tanto tempo, que para eles, aumentar esse amor não é fazer uma surpresa todos os dias, mas simplesmente deixar o outro curtir a sua própria paz, o seu próprio silêncio.

Outros estão em crise e, basta uma pausa nas brigas e um abraço para que o termômetro pare de descer. E assim vai. Há casais que recém estão se conhecendo então a cada encontro, com carinho e expectativa de se ver, o amomêtro vai aumentando. Cada quem no seu cada qual.

Perceber isso as vezes pode ser muito difícil, já que não queremos ver o amor de uma forma racional, queremos sim, que ele aconteça de forma mágica e espontânea. Erramos muito ao sermos instintivos no dia a dia, para querer que o nosso instinto lide com a nossa forma de amar.

Em resumo, o amor aumenta quando acordamos e ganhamos um beijo, quando damos um abraço, quando alguém faz café e traz na cama pra nós, quando desejamos um bom trabalho e planejamos alguma coisa para o jantar. O amor aumenta nas coisas boas que fazemos, pensamos e agimos pelo outro, assim como ele diminui nas decepções que causamos.

Quando chega no final de uma história, nos momentos insustentáveis da nossa força interna para seguir em frente com aquela pessoa, sempre há surpresa do outro lado. Sempre parece que estamos indo assim, sem sobre aviso, mas não é verdade. Nos perdem quando brigam desnecessariamente com nós, quando “brincando”, um chama o outro de incompetente ou burra.

Nos perdem quando há desentendimentos sem explicações, quando um esconde o celular do outro, quando há mentiras, quando um age sem consultar – pelo menos – a opinião da outra pessoa. Nos perdem quando não nos dão bom dia, quando nos deixam dormir magoados, quando nos fazem chorar, nos perdem nos dias em que desistem de tentar nos amar.

É assim que amor vai acabando, nem sempre uma história precisa acabar por um motivo realmente grande, às vezes você apenas vai ouvir “não sinto mais a mesma coisa”, “não sei o que aconteceu”, mas a pessoa sabe que foi um conjunto de coisas.

E pode ser que você seja daquelas pessoas que tenta dar certo até o limiar do desamor, mas lembre-se que para um amor dar certo, não basta ter vontade, não basta nem sequer amar.

É preciso saber amar.

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