Um café antes do amor

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Me vê um café, que seja um bem forte porque hoje é domingo. A ressaca está pesada, e não fosse pouco, o amor é algo difícil de lidar. Aliás, acho que todo mundo precisa de um café, antes de falar de amor.

Tenho buscado acalmar meu coração porque assim é mais fácil. Quando deixamos de gostar de alguém, nada nos atinge, parece que, fracos são os outros.  E assim tenho me resguardado, como quem tem medo de alturas, não entro no terraço.

Às vezes tento me convencer, sendo matemático. As retrospectivas das minhas histórias passadas não favorecem uma nova equação.  Nas casas de apostas, as probabilidades estão baixas, troquei o favoritismo pelo título de zebra, em outras palavras, joguei a responsabilidade no colo dos outros.

Mas aí você aparece meio que sem querer, e nem quer mesmo. Não quer nem saber do que eu passei, dos meus receios, ou das minhas teorias sobre ser sozinho, que alias, demorei muito pra criá-las. Não quer nem saber que pra mim, deixar o passado é nostálgico, como se mentisse pra mim mesmo tantas promessas, nem que eu me prefiro racional. É que apaixonado, eu fico meio bobo, alucinado.

Mas você surge com todo essa genialidade em fazer as coisas, sabe a hora certa de vir e ir embora, o ponto certo da saudade. A conversa é bacana, flui. Além de tudo, dança bem, quero dizer, você tem ritmo, conquista olhares.

E assim, gostar de você se torna fácil, me apaixonar parece questão de tempo, mas amar…ah, eu vou querer mais um café. Sinceramente, não sei em quanto tempo a gente aprende a amar, e eu que gosto de saber os momentos exatos das coisas, não consigo nem lembrar como ele surge. Me pergunto quantos cafés a gente precisa pra começar a amar?

Nestas horas eu costumo fugir, mas tudo bem, eu disse que viria pro café, e cá estamos. Me vê mais um, que a conversa pode demorar bastante. Afinal, nem te falei que meu programa favorito é ver o pôr-do-sol. Só me deixa fingir que atendo o telefone, que é pra mudar de assunto, é que ainda não to pronto pra falar de amor.

Onde paramos mesmo? Não importa, descobri que o bacana é não perguntar onde se começa, quando se para, nem como se termina. Vai ver que assim os dias se tornam mais interessantes, sem expectativas. Vai ver o bacana é marcar um encontro no final de semana, e ir riscando os dias no calendário até chegar à sexta-feira.

E tento divagar sobre outros temas, outros planos, mas não consigo. Fico empolgado, esperançoso, só consigo pensar que, talvez, você chegou na hora certa, pra adoçar o meu café.

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Ela é puro amor

ela é puro amor

“É preciso viver o irreal” – É a frase dela.

Digo que é sua, porque ela sempre repete esta frase, e é assim que funciona na vida. Tudo que é rotineiro acaba tornando-se seu, pelo menos no imaginário individual. Se você beijar constantemente a mesma pessoa, for sempre ao mesmo bar, ou dirigir o mesmo carro alugado, tudo vira seu.

Gosto da frase dela, porque nela, você se perde. Ela é assim, intensa e determinada. Se ela decidir, você se tornará parte dela, do seu mundo. O irreal pra ela é fugir da rotina, do cotidiano, dos problemas e da lógica linear da vida. Ela não olha notícias na TV, nem lê o jornal, aliás, ela nem liga para o que acontece no mundo.

Não me entenda mal, ela não é egoísta. Ela se derrete pelas pessoas e é capaz de parar o carro no meio da rua para dar comida pra um cachorro. Com ela não tem tempo ruim, parece que no seu mundo tudo é leve, musical, são como dias de sol e vento fresco, harmoniza.

É assim mesmo, ela tem um universo paralelo. Não há política, doenças, rivalidade no futebol, preocupações e nem deveres sociais, tudo que ela faz é por impulso e por amor, senão nem faz, é a sua regra particular. É o seu mundo, inteiramente dela.

Ela é puro amor. É que a sua vida é cheia de emoções, conviver com ela é fazer parte de um filme de ação, é ficar sem fôlego, adrenalina pura. E quando ela ama, profundidade. Não importa quem seja o par, ela sempre vai inseri-lo no seu roteiro particular, é que ela é fã daqueles livros românticos que são transpassados a filmes, enfim, ela é puro sentimento.

Se ela te der uma chance, a ame, aproveite todas suas peculiaridades. É que fazer parte dos romances delas é privilégio, daquelas histórias que você não esquece jamais. É tanto que sufoca, e por ser tanto, que vale a pena. Parece que, em algum momento, no menor descuido, ela leva um pouco de você, e inevitavelmente, você se torna parte dela.

Ela gosta de intensidade, em tudo que faz. Ela escuta músicas depressivas quando está triste, e nos momentos de felicidade, dança como se estivesse no meio do carnaval. É que ela gosta de viver os momentos em sua plenitude. Lagrimas na tristeza e suspiros na alegria. Ela nasceu com o dom de sentir por inteiro, com todos os direitos possíveis. É que ela não tem interesse em aprender sobre desapego emocional.

E por ser puro amor, ninguém a entende. Dizem que ela é fraca, sentimental e inocente. As pessoas lhe aconselham a criar barreiras, ser mais racional e se entregar menos. São tantas respostas para perguntas que ela nunca fez, que a cansam, pois ela odeia ser cobrada. É que a pureza que leva no coração não se compra no supermercado, é exclusividade dela.

E não importa quantas vezes ela se machuque, ou sinta que é o fim do mundo, porque na manhã seguinte, ela sempre irá sorrir pra vida e continuará amando. É que ela percebeu que no seu mundo, o amor sempre será a melhor resposta, independente de qual for a pergunta.

Nunca esqueça de você

nao se esqueça

Esqueci.Um belo dia, me olhei no espelho e não me reconheci, mas quem nunca? É que às vezes acontece, você quer tanto agradar algumas pessoas que acaba mudando por elas, ou talvez nem seja o querer, mas o próprio convívio. Seja como for, você esquece de si mesmo.

Acontece que a gente vai sendo moldado, pincelado, como uma obra de arte, e nem percebe. Quando viu, já aconteceu, e estamos assim, meio longe de nós mesmos. O grande problema é a cortina de fumaça invisível, que não deixa perceber em que momento se perdeu o auto-reconhecimento.

É que se você se torna apenas uma metade, é dependente, e dependência nunca trouxe resultados bons. É preciso saber discernir dependência de necessidade. Precisar das pessoas é ótimo, mas depender é armadilha. Não me entenda mal, é muito bom quando se tem um mundo compartilhado, principalmente um universo a dois. É legal, é bonitinho, mas em excesso, uma hora pesa. E assim, inevitavelmente, alguns relacionamentos terminam, e me refiro a qualquer tipo de relação.

Se você se perde, no meio de um relacionamento, ainda é seguro, porque parece que você ainda tem uma corda para segurar. O problema é quando acaba e você está perdido, aí coloque o cinto, porque vai ficar pior. É não saber o que é certo, o que é errado. É ficar perdido, desesperado, e não saber de que ponto partir. É cair mil vezes, e a cada queda, se abalar mais.

E parece que nunca vai dar certo, que a maré nunca vai virar. É não saber pra onde ir, com quem conversar e até arrumar a porcaria do quarto, fica difícil. É perder a auto-estima, o respeito e o amor próprio. É entrar em parafuso, como quem entra numa piscina funda, sem saber nada. É querer amor, compreensão e admiração. Ficar carente, confuso e revoltado, é querer tudo e receber nada em troca. É esquecer que a vida não vai te dar aquilo que você não tem.

Então nessas horas, é preciso parar de correr. É ter paciência, desfrutar o momento insólito de estar no fundo do poço, saborear a própria derrota. Acontece que se você sempre ganha, aprende a conhecer o caminho das vitórias, mas quando você perde, o gosto da derrota é tão amargo, que você não esquece jamais.

É nessa hora que a conversão acontece. É nesse momento que você se acha, que os olhos se abrem e a maré vira. De uma hora pra outra, as coisas acontecem, as pessoas chegam, os sentimentos voltam e o cansaço passa. É quando o auto-desprezo acaba, a auto-sabotagem termina, e você finalmente lembra quem você era. É entender a lei de causa e efeito.

E para não repetir o erro, conheça-se a si mesmo, quantas vezes forem necessárias. É conversar com você mesmo, pelo menos uma vez por dia e se olhar no espelho toda manhã, só pra ter certeza que ainda está aí. E se tiver que esquecer algo, esqueça os compromissos, as obrigações e os dias. Esqueça os problemas, as feridas, as pessoas e os horários, mas nunca, sob hipótese alguma, esqueça de você.

O amor é uma escolha

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Sabe aquela pessoa que você idealiza? Aquela que você espera encontrar um dia, que não vai te magoar, nem te decepcionar, que vai fazer tudo certo? Sim, este é o seu grande amor.

Na verdade, é o seu amor platônico, e nada mal em ter um. Aliás, seria muito bom se existisse, seria fácil, seria simples, mas não seria amor. É que amor mesmo, bem clichê, é outra coisa. Se fosse fácil, ninguém nunca teria pensado em ir embora, e quem nunca pensou? Quem nunca se perguntou se todos os esforços valiam a pena? Ou ficou imaginando como seria se estivesse em outro lugar?

É que o amor é difícil pra caramba, é sobre doar-se, sobre entender o outro (e toda a sua complexidade) e a si mesmo, e ainda tentar encaixar tudo isso. Perceba que o amor é entender os detalhes, aliás, está tudo neles. É saber que uma parte do amor pode morrer a cada dia, com pequenas atitudes, e tentar mantê-lo ou reconquistá-lo no dia seguinte. Amar é sobre valorizar os pequenos momentos.

O amor é assim mesmo, meio imperfeito, meio desordenado, meio burro. Amar é amar nas indelicadezas. É se acostumar com aquele sorriso torto e com aquele cabelo bagunçado. É abraçar apertado, mesmo com aquele cheiro de suor no verão. É aguentar as birras de criança, e desculpar os inúmeros e previsíveis atrasos. É dar o braço a torcer naquelas brigas idiotas e sem sentido, e valorizar aquele ciúme bobo e desnecessário.  Amar é criar carinho pelo imperfeito.

É aquela companhia que dorme no meio do filme, que cansa no meio da festa quando você quer dançar a noite inteira. É aquele pote de sorvete napolitano que ela exige e depois, sem sentido algum, vê-la comer apenas a parte do morango. É aquele gosto musical que nunca encaixa. Enfim, amar é aprender a lidar com as diferenças e as estranhezas.

É comprar uma rosa em um dia inesperado, um chocolate na TPM, levá-la pra jantar apenas porque sim ou pagar o cinema quando ela estiver sem grana, amar é gastar muito. É fazer questão de beijá-la, mesmo quando ela está com gripe, com febre, com dor de garganta, com o que for, amar é ficar doente em doses homeopáticas. É perder o show que você queria tanto assistir, por acompanhá-la aos eventos familiares, ou por qualquer outro motivo relevante. Amar é não ligar para os déficits.

Porque amar o perfeito é muito fácil, amar nas horas boas é sossego, amar quando há mil motivos é espontâneo. Só que amor mesmo é consertar o quebrado, substituir as peças juntos e se reconhecer ao longo do caminho.

Poderia dizer que amar é conhecer a melhor e a pior face da outra pessoa e mesmo assim, decidir ficar. Sim, decidir. Porque talvez o amor, acima de tudo, seja uma escolha.

Ela está solteira, chega nela!

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Todo mundo fala sobre isso, os amigos solteiros comemoram, é o acontecimento do momento! São festas pra ir, pessoas que lhe apresentam, toneladas de convites para sair no seu celular e inúmeras pessoas chegando nela no bar. Você já sabe como funciona, afinal, ela está solteira.

O cenário é aquele mesmo, como um curta-metragem:

  1. Uma festa, e alguém conhecido dizendo: “Hey chega nela, ela ta solteira”.
  2. O cara chega, ela conversa e conversa, mas nada acontece
  3. “Fazida” – ouço por aí que a definem.

Mas é que não adianta chegar, ela não está solteira.

Pode parecer confuso, mas é isso mesmo. Quantos casais é possível ver que estão juntos, mas se comportam como se estivessem solteiros? Ou quantas pessoas estão solteiras, mas agem como se estivessem comprometidas?

É que estar solteiro/namorando não é uma questão de definição, e também não precisa de contratos verbais, ou qualquer tipo de demonstração pública, inclusive, nem é preciso ter duas pessoas para estar namorando: É um estado de espírito.

Ela está sozinha, mas não está solteira. Ela tem alguém no seu pensamento, pode ser aquela história antiga ou alguém recente que apareceu e que por algum motivo inexplicável, não a quer. Só sei que alguém aprisionou o seu coração, ele tem dono, e convenhamos, nada mais fiel do que um coração conquistado. Só existe uma chave, e está com ele.

É, não tem santo que distraia. Não tem papo legal que chame completamente sua atenção, não tem cara atraente que conquiste totalmente seu olhar, não tem acontecimento que a faça esquecer daquela pessoa.

E não é que ela não queira alguém pra dividir o travesseiro, passear no parque, comer o brigadeiro juntos, ou olhar aquele novo filme melodramático que saiu no cinema, ela quer sim. O problema é que ela não vai querer tudo isso com você, nem com aquele cara que chegou nela na festa e nem comigo, ela quer com aquela pessoa que não sai da cabeça dela.

É que metade dela é saudade e a outra metade é expectativa. Ela se diverte, mas fica inquieta, esperando algo acontecer, mas não acontece.  No Facebook é aquelas frases compartilhadas que descrevem seus anseios, ou suas vontades mais puras. Na festa, ela pega o celular a cada 20 minutos, (sim eu me presto para cronometrar), espera uma mensagem, uma ligação, algum sinal, mas nada. Ela conversa muito, dá risada, pega contatos, ela finge bem, mas tentar esconder uma paixão é como tentar esconder que está com pressão baixa: fica transparente no semblante.

E enquanto vejo todo mundo sendo persuadido com a frase: “hey, chega nela, ela está solteira”, eu prefiro poupar energia e fugir do roteiro. É que já vi esse filme, é um caso perdido, um quebra-cabeça montado, ela sabe exatamente o nome e endereço de quem ela quer tanto se entregar.

Parecer clínico

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Ela está diferente, algo mudou.

Não acredito que seja caso de internação, e ainda é cedo para pedir exames. Precisamos verificar os sintomas:

Não liga se acordou 30 minutos mais cedo do que deveria, ou 5 minutos depois do que precisava, sempre acorda cantando.

Pintou o cabelo, mudou as roupas e até a postura melhorou. Irreconhecível.

Anda sempre sorrindo, sintomas de felicidade constante. Parece que aquela aura nostálgica que ela carregava por tanto tempo, desapareceu. Invejável.

Caminha com calma, como quem aprecia o caminho, como quem não tem pressa de viver, ela só quer curtir o movimento.

Não tem mais meios sorrisos, é que não cabe nela tanta felicidade. Determinada e inspirada sempre resolve tudo, não há problema sem solução, não há motivos que a façam parar de sorrir. Parece que ela também tem sorte. Tudo dá certo, tudo se encaixa, e até quando é para errar, ela acerta.

Indícios que ela achou seu equilíbrio, como quem traz paz no coração, como quem não têm inimigos, nem medos e nem feridas. Ela se consertou, se torna feliz nos abraços, ao ver o movimento das nuvens e o pôr-do-sol, aprendeu a sentir alegria nas pequenas coisas. Ela criou seu próprio antídoto.

Parece que nada lhe falta, e nada lhe sobra, se sobra, é felicidade. O melhor remédio.

Elogia as pessoas, altruísta e conquistadora. É agradável tê-la por perto, por onde passa, espalha confiança. Aos poucos se torna engraçada, e assim, a felicidade dela transborda, é doada, em grandes doses compartilhada.

As vezes parece que ela não está no lugar, leve, meio tonta, sentencio princípios de sinusite, mas logo descarto, pela ausência de febre e dores no corpo. Eu, que já tive esses sintomas, desconfio que sejam sinais de paixão. É excesso de serotonina no organismo, alias, é overdose. Não cabe nela.

Clinicamente falando? Não sei se é amor próprio, ou um novo namorado, mas o diagnóstico, com certeza, é amor.

To namorando, não vai rolar

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Não é que eu não goste de você, claro que gosto. Mas no momento, não vai rolar.

Não é exclusividade sua, estou numa fase muito minha. To me namorando, to me descobrindo, e não foi fácil chegar até este ponto. Foi preciso me desfazer, me reinventar, jogar fora tudo e começar do zero, ficar apenas com a essência, com aquilo que há de mais puro em cada um de nós.

To me tornando aquela pessoa que eu sempre quis ser, mas nunca consegui, nunca tive tempo de saber quem eu era, o mundo externo sempre parecia mais interessante do que o meu, me distraía. Hoje eu me torno interessante, me presto atenção e fico, sem vontade de ir embora, e você sabe, não é fácil prender minha atenção.

Não é que eu não queira te convidar pra ir junto, mas gosto de sentar sozinho no bar pra ver o movimento, me convido pra comer um fondue, caminho até ficar cansado e tomo um sorvete, tenho tempo pra pensar e ver o mundo através dos meus olhos, em vez de querer o mundo olhando pra mim.

Sinto o vento que passa lentamente no meu rosto, olho pro céu e sinto que ele me pertence, o mundo é cada dia um pouquinho mais meu. Começo a me sentir parte do universo, como quem se enturma no colégio novo após mudar de cidade.

Aprendo a ser dono de mim mesmo, e a reconhecer o que acontece ao meu redor, identifico o que eu gosto e o que eu odeio, sem dualidades. Tomo partido, recuso convites que não me agradam ou até me interessam, mas aceito quando estou cansado demais pra eles. Aprendo a me afastar de pessoas que gostam pela metade, ou gostam com interesses, ou simplesmente estão ali, sem propósito algum. Tenho sentido convicção e segurança.

Não é que eu não queira te valorizar, mas antes disso, preciso aprender a fazê-lo, pois acredite, por mais que você ache que sim, eu não faria isso muito bem. É que meu mundo estava meio descolorido e desafinado, você sabe, problemas, trabalho, doenças, responsabilidades demais, suporte de menos. Por isso me esforço para trazer cor e harmonia, só assim terei algo bom para oferecer, entende?

To aprendendo a amar, é que eu nunca aprendi. Sentir o amor até se torna relativamente fácil com o tempo, mas saber amar, hoje em dia, pouca gente sabe. Parece que se trata de aceitar o universo alheio, de acrescentar e de apoio incondicional. Tenho procurado decifrar o enigma.

To aprendendo a ter paciência, a controlar minhas emoções, minha ansiedade e minha falta de bom senso. Percebo que se do tempo, das pessoas e do clima eu não tenho controle, das minhas forças e fraquezas internas, sim. To aprendendo a escutar e inclusive até a ficar calado. To focado, treinando todo dia, como quem se prepara para uma luta.

Só que ainda não cheguei naquele ponto que eu estou tanto me preparando, sabe? E mesmo depois de tudo isso, se você tiver paciência, se você não se afastar o suficiente e decidir ficar, terá o melhor de mim.

Se você chegar devagarinho, como quem não quer nada, chegaremos longe. Se você chegar perto, mas sem ultrapassar a linha, estaremos muito bem. É que hoje, eu to me namorando e, você sabe, fidelidade é tudo num relacionamento.