Eu ainda acredito em nós

carro

Peguei a estrada, viajava com o pôr-do-sol no retrovisor e a alma leve, então tocou uma música da nossa banda favorita, aquela animadinha, que você balança a cabeça enquanto canta. É estranho como encontramos as respostas nos momentos mais inesperados… Me deu uma saudade danada do seu sorriso.

Então percebi, não podemos desistir. Não agora, pelo menos. Fiquei refletindo o quanto já fomos felizes e o quanto o carro fica vazio sem a minha parceira musical, mesmo que você adore repetir a mesma canção mil vezes. A liberdade de poder trocar de música a hora que eu quiser não compensa.

Eu não tenho certeza de que desta vez vai dar certo, mas eu tenho certeza que não quero desistir, porque eu acho que ainda há muitas coisas por viver juntos, quem vai ser o nosso silêncio caloroso quando precisemos um do outro?

Há tantas palavras dentro de mim que ainda não te disse e tantos lugares que ainda não te levei para conhecer. Há muita felicidade prometida que eu ainda não consegui cumprir e uma folha riscada cheia de planos para o futuro que escrevemos juntos.

Se o coração ainda sente e continuamos sendo importantes um para o outro, devemos acreditar. Comecemos de novo, sem culpados ou inocentes, porque sabemos que só o perdão faz o amor sobreviver. Pois talvez já tenhamos cometido todos os erros possíveis para errar novamente.

Eu quero que todas as pesquisas que limos na internet e todas as opiniões alheias se explodam, quero que a gente dê certo, se você ainda quiser. Fracassar não é tentar de novo, mas desistir de algo que queremos. Quero encontrar o caminho que nos faz seguir viagem, e que aprendamos finalmente que dialogando podemos ainda ir mais além. Eu segurarei a sua mão firme, enquanto você quiser segurar a minha.

Eu quero acreditar que ainda podemos ser nós dois, que a nossa história ainda não teve um ponto final e que ela não precisa acabar. Eu quero acreditar que nós dois somos diferentes de tantas histórias de amor que ficaram pelo caminho.

Vamos dar uma chance ao destino de ainda estarmos aqui, de ter deixado inconscientemente alguns laços para que não nos afastássemos totalmente, como a custódia do gato, os aniversários dos afilhados e os livros emprestados. Eu confio que a vida sempre nos dá alguns sinais sobre quem deve ficar nas nossas vidas.

Vem que o seu lugar de co-pilota ainda está aqui, vem para te ver novamente cantando aquela música do Paralamas, enquanto vemos o pôr-do-sol aparecendo no lado esquerdo da sua janela, no carro. E deixemos tocar aquela canção…

One more time, ime, ime.

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Quando alguém tem a sua melhor versão

melhro versao

Poderia conhecer mais de cinquenta países diferentes, beijar mais de quarenta bocas extraordinárias e estudar nas melhores universidades do mundo, mas em nenhum destes momentos eu teria a melhor versão de mim.

Porque a gente espera que a nossa melhor versão chegue acompanhada de outra pessoa e, realmente, ela está. Tudo começa quando o nosso sorriso se encontra no sorriso do outro, lá está o amor. Depois que amamos, não somos mais os mesmos.

A nossa melhor versão vem sempre aliada ao sentimento do amor. Não há nada mais transformador do que o amor. Com ele, enchemos o peito e encaramos o mundo de cabeça erguida, nos tornamos corajosos. Com ele, acreditamos em coisas que normalmente não acreditaríamos, nos tornamos sonhadores.

O amor tem o poder de nos fazer acordar cedo e ir trabalhar motivados, de nos fazer desistir de coisas que não tem valor e focar mais naquilo que realmente enriquece a alma. Quando amamos nos tornamos sábios, mas ao mesmo tempo ingênuos.

Ingênuos, porque nos faz ver o mundo de um jeito menos vil do que realmente é, e faz com que os dias não sejam tão pessimistas quanto o tempo. O amor nos salva da vida sem a necessidade de morrer, porque a vida, por si só, é meio obscura e fria… É um tapa na cara no meio do inverno.

Mas em algum ponto da vida, lá está você, que me faz escrever textos e compor músicas, que desperta a minha vontade de abrir a porta do carro e comprar rosas, que me motiva a comer pizza de brócolis, mesmo odiando-as. Amamos alguém quando nos inspira a irmos além dos nossos próprios limites.

Não amamos sem motivos, amamos quando alguém consegue, com a sua bendita presença, tornar-nos a nossa melhor versão, aquela que talvez nem nós conhecêssemos. Só o amor recíproco pode levar-nos a nossa melhor versão, porque sem isso, só nos resta desconfiança, raiva, frustração e rancor. É este amor que vale a pena, porque no fim das contas, só este é de fato amor.

Apesar de todos os defeitos, manias, imperfeições e fragilidades que tenhamos, o amor nos faz amar-nos cada vez mais, porque conseguimos sentir como somos vistos pelos olhos de quem nos ama. Você tem a melhor versão de mim porque você fez isso por mim, me trouxe o amor. O amor nos salva da vida, da morte, do mundo e de nós mesmos.

É o que o amor faz por nós, nos torna invencíveis.

O amor precisa ser paciente

paciente

Vivemos épocas em que tudo precisa ser instantâneo. Se a pessoa demora em responder uma mensagem é um caos. Se você não corresponde com a mesma quantia de amor, logo de cara, significa que você não gosta dela. Ali acabou o interesse. Os relacionamentos se tornaram tão acelerados quanto a nossa vida.

Se você está saindo com uma pessoa e por algum motivo não pode vê-la, ela achará outra para sair. E assim em tudo, outra boca para beijar, outra companhia para conversar e outra pessoa para desabafar os problemas. Assim, a fila nunca andou tão rápido quanto agora, nos tornamos descartáveis em tempo recorde.

Não há tempo para conquistas, desistimos na primeira oportunidade, porque pessoas é o que mais tem por aí. Você já se propôs a dedicar o seu tempo a uma pessoa, exclusivamente? A dar toda a sua atenção e compreensão a ela? Provavelmente não, não precisamos disso. Hoje em dia ficou muito fácil encontrar novas pessoas, e é exatamente por isso que reclamamos tanto de falta de amor.

Porque ele não nasce em um dia ou uma semana, o amor precisa ser paciente. Ele nasce na convivência, nas coisas que vamos descobrindo no dia a dia da pessoa. O amor acontece quando você a convida para ir ao cinema e descobre que ela é apaixonada por pipoca doce, então você vê aqueles olhos grandes brilharem feito criança. O amor nasce nos detalhes da intimidade.

Deixamos o amor passar por ter pressa. Às vezes queremos logo uma definição do sentimento do outro, esquecendo que cada um tem o seu tempo e o seu jeito de sentir. Às vezes não temos paciência para construir o sentimento ao longo do tempo, como se o real objetivo fosse namorar qualquer pessoa e não gostar tanto de alguém a ponto de querer namorá-la.

É por isso que algumas pessoas ficam pulando de galho em galho, ansiando encontrar o amor em cada esquina que estacionam e se tornam sempre reféns de meios-amores. O amor precisa de espera e dedicação, e a gente precisa saber aguardar para que ele aconteça. Se você tiver urgência para amar, levará para a sua vida qualquer um que encontrar no caminho, sem saber se a pessoa realmente merece ficar.

Uma vez alguém me disse que o amor não era o ponto de partida, mas sim o ponto de chegada – e quase ninguém chega. O amor nasce quando nos dedicamos a alguém, quando somos pacientes aos problemas, às mudanças, às diferenças, à falta de tempo e aos dilemas do outro. Você já se perguntou há quanto tempo não se esforça de verdade por alguém?

Eu já desisti de alguns amores por não ter paciência, outros desistiram de mim por não querer esperar. Com o tempo aprendi que não se chega ao pote de ouro sem antes atravessar todo o arco-íris. A certeza que queremos de alguém não está na palavra que ele diz, mas nos momentos, nas atitudes e no tempo investido por ele. O amor precisa de tempo.

Qualquer coisa que exija urgência é necessidade, mas com certeza não é amor.

É para você, coração

canta coração

Confia em mim, canta coração.

“Se acalma que não é ela. Eu sei que parece, mas não é. Tá, ela é linda e a voz dela tem o som mais harmonioso que já ouvimos, mas vai por mim, eu sei o que estou dizendo.” Quem nunca conversou com o seu coração? Eu adoro ter mini diálogos com ele. Geralmente sou eu quem aconselha, mas ele já me ensinou coisas valiosas também.

“Aqui não podemos ficar… Aqui talvez seja o nosso lugar. Será que dá para levar a sério essas palavras? Eu não sei bem se ela tem certeza de mim… Você gosta mesmo dela coração?” Tivemos tantas divergências ao longo dos anos que não sei como hoje somos tão amigos assim.

O coração é bobo como um cachorro, não importa quantas vezes o decepcionemos, ele nunca desistirá de nós. Aprender a dialogar com ele é poder tomar posse dos nossos sentimentos, sem autoritarismo. É deixar a porta aberta para que saia conhecer o mundo, mas estar na janela sempre de olho nele.

Por mais que algumas pessoas sejam totalmente emocionais, não colocar a razão em algum ponto da história é assumir um risco muito grande para machucar esta criança boba e inocente. A gente se engana quando acha que o coração sabe de alguma coisa, ele não sabe de nada, coração só sabe sentir.

Eu espero que você entenda isso coração, que nem sempre te contrariei por mal. Amigo que já sofreu tanto e já chorou na calada da noite. Coração que já sorriu e me fez tão feliz, que acelera a alguns olhares e que se derrete todo em alguns abraços… Eu sei, te devo tantas desculpas e tantos obrigados, mas sempre fiz o que fiz, tentando te proteger e te fazer feliz.

Por isso agora canta coração. Canta sem medo, pois o amor chegou. Canta, que desta vez a certeza veio com a força de um furacão. Sorri coração, que o amor veio para ficar. Faz piadas da vida e cócegas em mim, me ajuda a caminhar sorrindo bobo enquanto escuto a música das tuas batidas pelas ruas.

Canta que o coração dela também sorri para nós. Deixa o jeito dela te envolver, igual me envolveu, que ela te mostra o quanto o seu afago é intenso igual a imensidão do mar. Dá-me a tua certeza coração, que eu já gosto muito dela aqui por perto.

Eu assumo a responsabilidade por inteiro, te ausento de qualquer culpa e negocio todas as exigências. Prometo que desta vez te deixo ser o mais bobo e verdadeiro possível. E se sofrer eu te cuido, te abraço e te amasso até sarar. Canta sem medo, que deste lado a empolgação já tomou conta.

Canta coração, a música que há tanto tempo eu compus para nós dois.

Seja reciprocidade, antes de reclamar da falta dela

reciprocidade

Perdi as contas de quantas vezes eu escutei que faltava reciprocidade no mundo. A primeira vez foi de uma moça que eu era muito afim. Então pensei que seria fácil conquistá-la, já que ela precisava de atenção na época e entendia, na teoria, a palavra reciprocidade. Fiz quase de tudo: jantas, cartões feitos a mão, flores e recados de bom dia, todos os dias, pontualmente às 8h. Não deu certo.

Foi então quando percebi que a nossa reciprocidade é seletiva. É algo que queremos ter de alguém que nós já gostamos. Queremos que sorriam aos nossos sorrisos. Inclusive, se não fazemos tanta questão de alguém, não queremos que essa pessoa faça tanta questão de nós. Pode ver: ter a atenção de alguém que não estamos interessados, muitas vezes atrapalha.

Não sei se hipocrisia é a palavra certa, mas muitas vezes a mesma pessoa que reclama de falta de atenção e de carinho é a mesma que recebe isso de alguém e não o valoriza. E como reclamamos. Antes de tudo, gostaria de deixar claro que ninguém é obrigado a corresponder aos sentimentos alheios. É exatamente por isso que esperar algo do outro não faz lá muito sentido.

Por isso, eu acredito que é melhor reclamar menos e preocupar-se mais com o tipo de retorno que damos àqueles que já têm um sentimento por nós. Não estou dizendo que você precisa amar alguém só porque este alguém disse que te ama ou porque demonstra gostar de você. Afinidade, admiração e atração física são pontos importantíssimos também.

O que eu quero dizer é que às vezes fechamos portas a pessoas que mereciam algo mais do que uma olhadinha pelo buraquinho da maçaneta. Às vezes se quer tanto de pessoas que não fizeram muita coisa para merecer tanta atenção e se deixa de lado àquelas que buscam a sua atenção o tempo todo. Ironicamente, eu poderia dizer exatamente o mesmo para estas pessoas.

Eu gosto muito da palavra reciprocidade quando ela é bem utilizada na prática. Quando nos esforçamos para estar por perto de quem gosta de nós, seja família, amigos ou pessoas desconhecidas que sem motivo algum parecem gostar muito da nossa companhia. Não sou adepto a insistir em entrar em casas com a porta fechada ou querer impor a minha presença em lugares que não sou convidado.

Quem gosta liga, chama, procura… E a gente não deveria ser tão leviano a estes sinais de atenção, principalmente em tempos de tantos discursos de egocentrismo e desapego. Pode ter certeza, alguém por aí está louco para lhe dar o que você procura, basta aceitar aquele encontro, responder aquela mensagem ou dar continuidade naquele assunto.

Perdemos muito tempo querendo agradar quem não quer ser agradado. Eu prefiro mil vezes estar com quem faz questão da minha companhia do que com alguém que não valoriza a minha presença e atenção como deveria. Seja chuva para quem quer se molhar, não para aqueles que estão sempre com o guarda-chuva aberto.

Não tenha medo de ser reciprocidade com o sentimento dos outros, ninguém morreu por tentar.

Ainda estamos tentando?

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Fiquei sabendo que você terminou mais um relacionamento. Eu já nem fico surpreso com isso. Aqui, deste lado, eu ando tentando preservar às pessoas, me mantendo afastado, sem criar muita intimidade. É que coração dos outros não é brinquedo, e ver as pessoas levando uma culpa que não é delas, faz sentir-me egoísta.

Eu já sei que é você. Provavelmente, você também já tenha percebido que sou eu. Por algum motivo, sempre estamos caindo no mesmo lugar, sempre os mesmos encontros e as mesmas coincidências. Até o horóscopo do dia fala sobre nós dois. Talvez a vida continue tentando nos juntar, mesmo que a gente insista em não ver esta possibilidade.

Ontem à noite, Carlinhos me lembrou o quanto combinávamos, e eu fiquei imaginando se você também olha para a lua toda vez que se lembra de mim?

Ontem à noite, fiquei pensando porque tentamos tanto nos encaixar em algumas pessoas, será que tudo isso é medo da solidão? Será que é teimosia nossa acreditar que não conseguimos ser capazes de colocar o amor na frente dos nossos caprichos? Eu mesmo nem sei por que estamos insistindo tanto em desistir de nós dois.

Eu sei, sou orgulhoso demais para dizer que sinto sua falta e você é orgulhosa demais para querer ouvir isso. Porém, queria te dizer que não sei se eu continuo torcendo tanto para que a gente dê certo com outras pessoas, sabe?

Sim, seria mais fácil se não fosse a gente. Se o amor viesse depois de nós, em um frasco novo, com uma nova historia, com um sorriso renovado e sem feridas, de preferência… Mas vai dizer isto para o coração? É engraçado como alguns sorrisos ficam para sempre aqui dentro.

Queria saber se você também se esforça tanto para encaixar no mundo dos outros. Imagina que até sushi eu tive que aprender a comer? É estranho ter que inventar um personagem para agradar o amor dos outros, quando os nossos corações aceitavam tão bem as nossas esquisitices. Aliás, seria muito bom poder desabafar isto com você.

Eu acho que éramos felizes. Aliás, seus olhos parecem dizer tanto sobre isso a cada encontro, pena que as nossas bocas decidiram nunca mais se falar. E assim vamos, tentamos encaixar o vazio que deixamos entre nós. Será que em alguma dessas madrugadas você já pensou que talvez a gente esteja perdendo tempo e fazendo os outros perderem o seu tempo também? Talvez o amor da sua vida seja eu.

De teimosia em teimosia, continuamos sendo janelas fechadas no coração do outro. Conhecendo-nos bem, provavelmente este silêncio dure uma vida inteira. Talvez um dia alguém nos aceite com estes nossos corações parcelados e a gente se conforme em ser a parte incompleta do coração de outra pessoa.

Eu sei, você diria que precisamos continuar tentando e que talvez um dia todo este esforço valha à pena. Sabe, até concordo, mas ainda assim fico aqui me perguntando…

Quantos corações ainda vamos machucar por tentar ser de quem a gente não é?

Não seremos mais um clichê

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Moço, quero que saiba que não seremos mais um clichê.

Eu quero um amor daqueles que me fazem acordar pensando na pessoa e ter vontade de ligar para dar boa noite antes de dormir. Desses que os dois fazem questão de lembrar o quanto são importantes na vida do outro, que não negam sentimentos e nem caricias, que são livres a ponto de prender-se a um coração.

Quero me imaginar passando a vida inteira com alguém, contemplando a solidão a dois na velhice. Quero receber flores e chocolates, sem motivo algum, em dias quaisquer. Quero massagens, cócegas e aquelas brincadeiras idiotas na fila do mercado. Talvez eu queira mesmo a leveza de um coração bobo.

Quero colocar uma aliança no dedo e trocar o nosso status de relacionamento no Facebook, só para receber inúmeros coraçãozinhos de pessoas que torcem por nós. Levar na lembrança todos os detalhes bobos do romantismo. Guardar uma música que conte a nossa história, tirar fotos no meio da praça, em cima da cama e dentro do carro. Quero beijar na chuva, no sol, na praia e no estádio. Não quero poupar os meus “te amo”.

Poder sair de mãos dadas e dormir juntos sempre que der vontade, sem medo de ser vistos ou negados por ninguém, passear feitos um abre-alas no carnaval. Quero alguém que se esforce para me ver quando o coração pedir, e que entenda a minha saudade quando estiver ausente. Brinquemos juntos, mas não com nossos sentimentos.

Alguém para compartilhar os segredos da cama e da vida, e à noite dormir de conchinha. Preparar o almoço juntos, a janta e a sobremesa. Preparar a casa, escolher os móveis e os nomes dos bichinhos e filhos que um dia virão. Imaginar a cada ano nossos planos de aposentadoria. Alguém para preparar uma vida inteira.

Quero todos os nuances do amor, e que nos vejam como incompreendidos mesmo, que nos julguem por isso. Sinceramente? Eu não ligo. Eu quero um amor verdadeiro, com todas as suas esquisitices e peculiaridades, com todos os seus rituais e suas infantilidades. Um amor ingênuo, com todas as singularidades que temos direito.

Então é isso, moço. Não quero um filme romântico transpassado para minha vida, quero mesmo é amor de verdade. Estar com alguém com vontade e coragem de amar. Um amor que não se esconde, não disfarce e não simule. Por isso, se vier comigo, seremos bravura e sinceridade. Assumir que queremos entregar-nos a um amor, com todas as letras? Eu chamo isso de maturidade.

Não seremos mais um clichê. Até porque, hoje em dia, clichê mesmo é não amar.