O amor precisa ser paciente

paciente

Vivemos épocas em que tudo precisa ser instantâneo. Se a pessoa demora em responder uma mensagem é um caos. Se você não corresponde com a mesma quantia de amor, logo de cara, significa que você não gosta dela. Ali acabou o interesse. Os relacionamentos se tornaram tão acelerados quanto a nossa vida.

Se você está saindo com uma pessoa e por algum motivo não pode vê-la, ela achará outra para sair. E assim em tudo, outra boca para beijar, outra companhia para conversar e outra pessoa para desabafar os problemas. Assim, a fila nunca andou tão rápido quanto agora, nos tornamos descartáveis em tempo recorde.

Não há tempo para conquistas, desistimos na primeira oportunidade, porque pessoas é o que mais tem por aí. Você já se propôs a dedicar o seu tempo a uma pessoa, exclusivamente? A dar toda a sua atenção e compreensão a ela? Provavelmente não, não precisamos disso. Hoje em dia ficou muito fácil encontrar novas pessoas, e é exatamente por isso que reclamamos tanto de falta de amor.

Porque ele não nasce em um dia ou uma semana, o amor precisa ser paciente. Ele nasce na convivência, nas coisas que vamos descobrindo no dia a dia da pessoa. O amor acontece quando você a convida para ir ao cinema e descobre que ela é apaixonada por pipoca doce, então você vê aqueles olhos grandes brilharem feito criança. O amor nasce nos detalhes da intimidade.

Deixamos o amor passar por ter pressa. Às vezes queremos logo uma definição do sentimento do outro, esquecendo que cada um tem o seu tempo e o seu jeito de sentir. Às vezes não temos paciência para construir o sentimento ao longo do tempo, como se o real objetivo fosse namorar qualquer pessoa e não gostar tanto de alguém a ponto de querer namorá-la.

É por isso que algumas pessoas ficam pulando de galho em galho, ansiando encontrar o amor em cada esquina que estacionam e se tornam sempre reféns de meios-amores. O amor precisa de espera e dedicação, e a gente precisa saber aguardar para que ele aconteça. Se você tiver urgência para amar, levará para a sua vida qualquer um que encontrar no caminho, sem saber se a pessoa realmente merece ficar.

Uma vez alguém me disse que o amor não era o ponto de partida, mas sim o ponto de chegada – e quase ninguém chega. O amor nasce quando nos dedicamos a alguém, quando somos pacientes aos problemas, às mudanças, às diferenças, à falta de tempo e aos dilemas do outro. Você já se perguntou há quanto tempo não se esforça de verdade por alguém?

Eu já desisti de alguns amores por não ter paciência, outros desistiram de mim por não querer esperar. Com o tempo aprendi que não se chega ao pote de ouro sem antes atravessar todo o arco-íris. A certeza que queremos de alguém não está na palavra que ele diz, mas nos momentos, nas atitudes e no tempo investido por ele. O amor precisa de tempo.

Qualquer coisa que exija urgência é necessidade, mas com certeza não é amor.

É para você, coração

canta coração

Confia em mim, canta coração.

“Se acalma que não é ela. Eu sei que parece, mas não é. Tá, ela é linda e a voz dela tem o som mais harmonioso que já ouvimos, mas vai por mim, eu sei o que estou dizendo.” Quem nunca conversou com o seu coração? Eu adoro ter mini diálogos com ele. Geralmente sou eu quem aconselha, mas ele já me ensinou coisas valiosas também.

“Aqui não podemos ficar… Aqui talvez seja o nosso lugar. Será que dá para levar a sério essas palavras? Eu não sei bem se ela tem certeza de mim… Você gosta mesmo dela coração?” Tivemos tantas divergências ao longo dos anos que não sei como hoje somos tão amigos assim.

O coração é bobo como um cachorro, não importa quantas vezes o decepcionemos, ele nunca desistirá de nós. Aprender a dialogar com ele é poder tomar posse dos nossos sentimentos, sem autoritarismo. É deixar a porta aberta para que saia conhecer o mundo, mas estar na janela sempre de olho nele.

Por mais que algumas pessoas sejam totalmente emocionais, não colocar a razão em algum ponto da história é assumir um risco muito grande para machucar esta criança boba e inocente. A gente se engana quando acha que o coração sabe de alguma coisa, ele não sabe de nada, coração só sabe sentir.

Eu espero que você entenda isso coração, que nem sempre te contrariei por mal. Amigo que já sofreu tanto e já chorou na calada da noite. Coração que já sorriu e me fez tão feliz, que acelera a alguns olhares e que se derrete todo em alguns abraços… Eu sei, te devo tantas desculpas e tantos obrigados, mas sempre fiz o que fiz, tentando te proteger e te fazer feliz.

Por isso agora canta coração. Canta sem medo, pois o amor chegou. Canta, que desta vez a certeza veio com a força de um furacão. Sorri coração, que o amor veio para ficar. Faz piadas da vida e cócegas em mim, me ajuda a caminhar sorrindo bobo enquanto escuto a música das tuas batidas pelas ruas.

Canta que o coração dela também sorri para nós. Deixa o jeito dela te envolver, igual me envolveu, que ela te mostra o quanto o seu afago é intenso igual a imensidão do mar. Dá-me a tua certeza coração, que eu já gosto muito dela aqui por perto.

Eu assumo a responsabilidade por inteiro, te ausento de qualquer culpa e negocio todas as exigências. Prometo que desta vez te deixo ser o mais bobo e verdadeiro possível. E se sofrer eu te cuido, te abraço e te amasso até sarar. Canta sem medo, que deste lado a empolgação já tomou conta.

Canta coração, a música que há tanto tempo eu compus para nós dois.

Seja reciprocidade, antes de reclamar da falta dela

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Perdi as contas de quantas vezes eu escutei que faltava reciprocidade no mundo. A primeira vez foi de uma moça que eu era muito afim. Então pensei que seria fácil conquistá-la, já que ela precisava de atenção na época e entendia, na teoria, a palavra reciprocidade. Fiz quase de tudo: jantas, cartões feitos a mão, flores e recados de bom dia, todos os dias, pontualmente às 8h. Não deu certo.

Foi então quando percebi que a nossa reciprocidade é seletiva. É algo que queremos ter de alguém que nós já gostamos. Queremos que sorriam aos nossos sorrisos. Inclusive, se não fazemos tanta questão de alguém, não queremos que essa pessoa faça tanta questão de nós. Pode ver: ter a atenção de alguém que não estamos interessados, muitas vezes atrapalha.

Não sei se hipocrisia é a palavra certa, mas muitas vezes a mesma pessoa que reclama de falta de atenção e de carinho é a mesma que recebe isso de alguém e não o valoriza. E como reclamamos. Antes de tudo, gostaria de deixar claro que ninguém é obrigado a corresponder aos sentimentos alheios. É exatamente por isso que esperar algo do outro não faz lá muito sentido.

Por isso, eu acredito que é melhor reclamar menos e preocupar-se mais com o tipo de retorno que damos àqueles que já têm um sentimento por nós. Não estou dizendo que você precisa amar alguém só porque este alguém disse que te ama ou porque demonstra gostar de você. Afinidade, admiração e atração física são pontos importantíssimos também.

O que eu quero dizer é que às vezes fechamos portas a pessoas que mereciam algo mais do que uma olhadinha pelo buraquinho da maçaneta. Às vezes se quer tanto de pessoas que não fizeram muita coisa para merecer tanta atenção e se deixa de lado àquelas que buscam a sua atenção o tempo todo. Ironicamente, eu poderia dizer exatamente o mesmo para estas pessoas.

Eu gosto muito da palavra reciprocidade quando ela é bem utilizada na prática. Quando nos esforçamos para estar por perto de quem gosta de nós, seja família, amigos ou pessoas desconhecidas que sem motivo algum parecem gostar muito da nossa companhia. Não sou adepto a insistir em entrar em casas com a porta fechada ou querer impor a minha presença em lugares que não sou convidado.

Quem gosta liga, chama, procura… E a gente não deveria ser tão leviano a estes sinais de atenção, principalmente em tempos de tantos discursos de egocentrismo e desapego. Pode ter certeza, alguém por aí está louco para lhe dar o que você procura, basta aceitar aquele encontro, responder aquela mensagem ou dar continuidade naquele assunto.

Perdemos muito tempo querendo agradar quem não quer ser agradado. Eu prefiro mil vezes estar com quem faz questão da minha companhia do que com alguém que não valoriza a minha presença e atenção como deveria. Seja chuva para quem quer se molhar, não para aqueles que estão sempre com o guarda-chuva aberto.

Não tenha medo de ser reciprocidade com o sentimento dos outros, ninguém morreu por tentar.

Ainda estamos tentando?

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Fiquei sabendo que você terminou mais um relacionamento. Eu já nem fico surpreso com isso. Aqui, deste lado, eu ando tentando preservar às pessoas, me mantendo afastado, sem criar muita intimidade. É que coração dos outros não é brinquedo, e ver as pessoas levando uma culpa que não é delas, faz sentir-me egoísta.

Eu já sei que é você. Provavelmente, você também já tenha percebido que sou eu. Por algum motivo, sempre estamos caindo no mesmo lugar, sempre os mesmos encontros e as mesmas coincidências. Até o horóscopo do dia fala sobre nós dois. Talvez a vida continue tentando nos juntar, mesmo que a gente insista em não ver esta possibilidade.

Ontem à noite, Carlinhos me lembrou o quanto combinávamos, e eu fiquei imaginando se você também olha para a lua toda vez que se lembra de mim?

Ontem à noite, fiquei pensando porque tentamos tanto nos encaixar em algumas pessoas, será que tudo isso é medo da solidão? Será que é teimosia nossa acreditar que não conseguimos ser capazes de colocar o amor na frente dos nossos caprichos? Eu mesmo nem sei por que estamos insistindo tanto em desistir de nós dois.

Eu sei, sou orgulhoso demais para dizer que sinto sua falta e você é orgulhosa demais para querer ouvir isso. Porém, queria te dizer que não sei se eu continuo torcendo tanto para que a gente dê certo com outras pessoas, sabe?

Sim, seria mais fácil se não fosse a gente. Se o amor viesse depois de nós, em um frasco novo, com uma nova historia, com um sorriso renovado e sem feridas, de preferência… Mas vai dizer isto para o coração? É engraçado como alguns sorrisos ficam para sempre aqui dentro.

Queria saber se você também se esforça tanto para encaixar no mundo dos outros. Imagina que até sushi eu tive que aprender a comer? É estranho ter que inventar um personagem para agradar o amor dos outros, quando os nossos corações aceitavam tão bem as nossas esquisitices. Aliás, seria muito bom poder desabafar isto com você.

Eu acho que éramos felizes. Aliás, seus olhos parecem dizer tanto sobre isso a cada encontro, pena que as nossas bocas decidiram nunca mais se falar. E assim vamos, tentamos encaixar o vazio que deixamos entre nós. Será que em alguma dessas madrugadas você já pensou que talvez a gente esteja perdendo tempo e fazendo os outros perderem o seu tempo também? Talvez o amor da sua vida seja eu.

De teimosia em teimosia, continuamos sendo janelas fechadas no coração do outro. Conhecendo-nos bem, provavelmente este silêncio dure uma vida inteira. Talvez um dia alguém nos aceite com estes nossos corações parcelados e a gente se conforme em ser a parte incompleta do coração de outra pessoa.

Eu sei, você diria que precisamos continuar tentando e que talvez um dia todo este esforço valha à pena. Sabe, até concordo, mas ainda assim fico aqui me perguntando…

Quantos corações ainda vamos machucar por tentar ser de quem a gente não é?

Não seremos mais um clichê

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Moço, quero que saiba que não seremos mais um clichê.

Eu quero um amor daqueles que me fazem acordar pensando na pessoa e ter vontade de ligar para dar boa noite antes de dormir. Desses que os dois fazem questão de lembrar o quanto são importantes na vida do outro, que não negam sentimentos e nem caricias, que são livres a ponto de prender-se a um coração.

Quero me imaginar passando a vida inteira com alguém, contemplando a solidão a dois na velhice. Quero receber flores e chocolates, sem motivo algum, em dias quaisquer. Quero massagens, cócegas e aquelas brincadeiras idiotas na fila do mercado. Talvez eu queira mesmo a leveza de um coração bobo.

Quero colocar uma aliança no dedo e trocar o nosso status de relacionamento no Facebook, só para receber inúmeros coraçãozinhos de pessoas que torcem por nós. Levar na lembrança todos os detalhes bobos do romantismo. Guardar uma música que conte a nossa história, tirar fotos no meio da praça, em cima da cama e dentro do carro. Quero beijar na chuva, no sol, na praia e no estádio. Não quero poupar os meus “te amo”.

Poder sair de mãos dadas e dormir juntos sempre que der vontade, sem medo de ser vistos ou negados por ninguém, passear feitos um abre-alas no carnaval. Quero alguém que se esforce para me ver quando o coração pedir, e que entenda a minha saudade quando estiver ausente. Brinquemos juntos, mas não com nossos sentimentos.

Alguém para compartilhar os segredos da cama e da vida, e à noite dormir de conchinha. Preparar o almoço juntos, a janta e a sobremesa. Preparar a casa, escolher os móveis e os nomes dos bichinhos e filhos que um dia virão. Imaginar a cada ano nossos planos de aposentadoria. Alguém para preparar uma vida inteira.

Quero todos os nuances do amor, e que nos vejam como incompreendidos mesmo, que nos julguem por isso. Sinceramente? Eu não ligo. Eu quero um amor verdadeiro, com todas as suas esquisitices e peculiaridades, com todos os seus rituais e suas infantilidades. Um amor ingênuo, com todas as singularidades que temos direito.

Então é isso, moço. Não quero um filme romântico transpassado para minha vida, quero mesmo é amor de verdade. Estar com alguém com vontade e coragem de amar. Um amor que não se esconde, não disfarce e não simule. Por isso, se vier comigo, seremos bravura e sinceridade. Assumir que queremos entregar-nos a um amor, com todas as letras? Eu chamo isso de maturidade.

Não seremos mais um clichê. Até porque, hoje em dia, clichê mesmo é não amar.

Filha, quando você amar alguém…

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Filha, a vida é um sopro, e talvez você demore para entender isto. Eu sei, não posso te proteger do mundo, mas eu vou te falar algumas coisas que, talvez, te ajudem a tomar algumas decisões no futuro.

Você vai se apaixonar muitas vezes. Então não é o Bernando, pelo qual você chorou na semana passada porque ele saiu correndo, ao te ver com uma cartinha, o seu grande amor. Quero dizer, é possível que seja ele, mas eu duvido muito. Todos nós temos um Bernardo que nos parte o nosso pequeno e ingênuo coração na infância, sabe? Felizmente, se torna tão irrelevante que até esquecemos o nome daquela pessoa. O Bernardo passará.

Depois dele, você vai amar algumas pessoas – ou pelo menos sentirá algo tão forte que confundirá com amor – mas nem sempre elas irão te amar também. Muitas vezes o seu coração não encaixará no coração do outro, muitas vezes o coração do outro já terá alguém morando nele. Como se isso já não fosse complicado o suficiente, algumas pessoas te amarão apenas nos bons momentos ou enquanto você for útil a elas – são estas as que mais irão te decepcionar.

É isso que você precisará aprender: dar o seu coração para alguém não será garantia de que a pessoa cuidará bem dele. Muitas pessoas irão machucá-lo, algumas querendo e outras sem querer. Algumas pessoas vão te decepcionar por ser exatamente como são, outras, por não saber como lidar com as suas diferenças. Você aprenderá que amor precisa ser algo bem maior do que um “te amo”.

Ah, você não precisa casar se não quiser/puder. A vida é muito maior do que uma festa, um vestido de noiva e um anel no dedo. Amor de verdade não precisa de vestimentas e protocolos. Claro, se quiser, casamentos são bacanas: pessoas emocionadas, declarações públicas de amor e registros de todos os tipos de um dos maiores ritos de passagem da vida.

Tenha uma família, você precisará dela. Eu sei, talvez você não queira casar e ter filhos, e tudo bem com isso, você pode conquistar o mundo inteiro sozinha, se quiser. Ter uma família não tem haver com filhos ou seguir algum padrão específico, necessariamente, está mais para as pessoas que escolhemos para compartilhar a vida, o tempo e o amor.

Claro, independente do que escolher, se um dia encontrar uma pessoa que compre os seus sonhos e os apoie, você será feliz com ela. Se ela dividir as tarefas, você terá um parceiro. Se você encontrar alguém que te escute e te compreenda, você terá um confidente. Se ele te enxergar como a parte mais essencial do seu dia, então ele será “o cara”. O segundo cara mais importante da sua vida, claro.

Entretanto, se um dia acabar e, por algum motivo, ele se for, você não morrerá por isso. E aqui vai a maior verdade que aprendi: o grande amor da sua vida sempre será você mesma. Por isso, se permita ter ao lado apenas alguém que te ame com a mesma intensidade que você se ama.

Ah, e seja feliz sempre. Leve esse sorriso de criança para qualquer lugar que você for.

Não se trata sobre o fim

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Eu não me arrependo de nós dois. Não é porque não deu certo que não valeu a pena, entende? Eu acredito que as histórias de amor têm um significado bem maior. Aliás, quantas vezes na vida podemos dizer que amamos alguém?

A verdade é que eu não sei lidar bem com despedidas, inclusive, as odeio. Em outras épocas, faria de tudo para que você ficasse, mas a compreensão de que algumas dores precisam cicatrizar me conforma. Entendo que algumas histórias necessitam terminar, assim como elas precisavam acontecer, a nossa foi uma delas.

Eu precisava da sua passagem no meu percurso para que ele tivesse um sentido maior. Todas as lições e sensações que a sua presença me trouxe, foram necessárias para que eu pudesse me tornar alguém melhor. Tenha certeza disso, eu me tornei. Agora é hora de seguir em frente.

É por isso que eu não quero julgar-nos apenas pelo último capítulo. Basear uma história pelo final é reduzir uma música aos últimos acordes da canção. Cá entre nós, a nossa história foi uma discografia inteira.

Por isso eu acho que não se trata do tempo que as histórias duram, nem se elas chegarão até o fim da vida. Trata-se de tudo que fica quando o outro vai embora. De todos os sorrisos que conseguimos tirar um do outro, de todos os momentos que passamos juntos, de todas as lembranças que levaremos com a gente e que serão exclusivamente nossas.

Trata-se das danças, das brigas, das piadas, das músicas que conhecemos juntos, das inúmeras jantas, das madrugadas, das carícias e das inseguranças. Trata-se do que aprendemos juntos e também do que insistimos em desaprender apenas pelo prazer de fazer tudo como se fosse a primeira vez. Trata-se da saudade que fica e do vazio que deixaremos na vida um do outro.

Mesmo sofrendo, eu não me arrependo de nada que fez o meu coração sorrir.

Eu não estou tentando voltar atrás. Não espero que você leia isto e volte correndo para os meus braços, sabe? Apenas quero te agradecer por tudo. Eu precisava de você nesta vida. Estou querendo dizer que você foi tudo aquilo que precisava ser no momento que foi e eu espero que de alguma forma tenha sido recíproco. Quantas vezes temos a sorte de ter alguém na hora certa e no momento exato?

Acho que é isso o que vale, e muito. No fim das contas, o saldo foi positivo.

Eu acho que tentamos de verdade e podemos nos orgulhar em dizer isso. Hoje é complicado, eu sei, mas amanhã seremos felizes por tudo o que aconteceu. Amanhã teremos novos motivos para sorrir, novos abraços, novos olhares e novos jeitos de amar. Eu apenas espero que você não diminua o encontro que esta vida nos proporcionou ou que transforme nossas lembranças em ódio.

Eu levarei sempre o seu sorriso comigo e, de alguma forma, sentirei a sua falta a vida inteira.